"(...)Tive de “desistir” de ter notas elevadíssimas, tive de recusar muitos convites para saídas com amigos, festas de anos, festivais, viagens, idas à praia…! Mas, no fim, sei que todo o esforço adicional que necessito, sei que todas as desilusões que provoco, são mais tarde recompensadas com a adrenalina de uma prova, os nervos ao rubro, a sensação de borboletas na barriga e o coração a palpitar bem perto da nossa garganta… Vale mesmo a pena! Todas essas perdas valem a pena quando ouvimos o aplaudir do público, quando se observa a felicidade e o orgulho estampados na cara dos nossos familiares, dos nossos amigos, do nosso treinador, na nossa cara mesmo, porque sei que me comportei da melhor forma e que me empenhei o melhor que sabia e podia.
Demasiadas pessoas não sabem o que é isso, não conhecem a sensação de subir a um pódio, de ter medalhas penduradas no quarto, que espelham todo o nosso trabalho, as horas de treino, o choro, o riso! Eu dou valor a isso porque é o momento mais importante da vida de um atleta, um sentimento que faz com que eu esqueça todas as dores, todas as humilhações, todas as horas que passámos na piscina, todas as dificuldades e tristezas, anula tudo o que se passou de mau, e só os momentos de glória são importantes.
Que sabem eles da força que te dá uma palmada nas costas de uma colega quando algo não te corre bem… Que sabem eles o que é dar tudo sem quase conseguir respirar… Que sabem eles o que sentes quando chegar ao primeiro lugar e os teus colegas te abraçam desesperadamente.
Ser federado exige que os atletas tenham uma diversificada e eficaz capacidade emocional, uma vez que estão constantemente a ser “bombardeados” por todos os lados, pais, escola, trabalho, professores, colegas, amigos, treinador…! Os pais confessam o seu desagrado por nunca estarmos em casa, os amigos porque nunca estamos com eles, os professores porque temos de estar atentos e cumprir os objetivos escolares que nos propõem, e o treinador que avisa que não podemos faltar aos treinos. A verdade é que, com tamanha pressão, vamos ficando cada vez mais em baixo, cada vez mais sozinhas, e quando chegamos a esse ponto percebemos que só quando estamos a treinar é que sentimos que somos quem realmente somos, que nas horas que passamos na piscina somos iguais aos demais, somos felizes, respeitadas, a nossa equipa torna-se a nossa segunda família. Nesse ambiente sentimos que somos compreendidas pela falta de tempo, de paciência, pelo cansaço, pelo esforço, sentimos que não somos os únicos que tornaram a sua vida numa rotina, onde todos os segundos são contados, e também aproveitados. (...)"
Demasiadas pessoas não sabem o que é isso, não conhecem a sensação de subir a um pódio, de ter medalhas penduradas no quarto, que espelham todo o nosso trabalho, as horas de treino, o choro, o riso! Eu dou valor a isso porque é o momento mais importante da vida de um atleta, um sentimento que faz com que eu esqueça todas as dores, todas as humilhações, todas as horas que passámos na piscina, todas as dificuldades e tristezas, anula tudo o que se passou de mau, e só os momentos de glória são importantes.
Que sabem eles da força que te dá uma palmada nas costas de uma colega quando algo não te corre bem… Que sabem eles o que é dar tudo sem quase conseguir respirar… Que sabem eles o que sentes quando chegar ao primeiro lugar e os teus colegas te abraçam desesperadamente.
Ser federado exige que os atletas tenham uma diversificada e eficaz capacidade emocional, uma vez que estão constantemente a ser “bombardeados” por todos os lados, pais, escola, trabalho, professores, colegas, amigos, treinador…! Os pais confessam o seu desagrado por nunca estarmos em casa, os amigos porque nunca estamos com eles, os professores porque temos de estar atentos e cumprir os objetivos escolares que nos propõem, e o treinador que avisa que não podemos faltar aos treinos. A verdade é que, com tamanha pressão, vamos ficando cada vez mais em baixo, cada vez mais sozinhas, e quando chegamos a esse ponto percebemos que só quando estamos a treinar é que sentimos que somos quem realmente somos, que nas horas que passamos na piscina somos iguais aos demais, somos felizes, respeitadas, a nossa equipa torna-se a nossa segunda família. Nesse ambiente sentimos que somos compreendidas pela falta de tempo, de paciência, pelo cansaço, pelo esforço, sentimos que não somos os únicos que tornaram a sua vida numa rotina, onde todos os segundos são contados, e também aproveitados. (...)"
gosto muito *_*
ResponderEliminarsegui, segue o meu também, se quiseres (;
obrigada e beijinho :3